QUEM É VOÇÊ, AMOR?
Parece que o sol perdeu uma parte da intensidade do seu brilho hoje, que o vento não toca o corpo com a mesma maciez e que a sombra está ficando mais escura sem o seu aconchego de antes, onde os galhos das árvores eram como braços que nos protegiam. Este “pessimismo” não é tristeza e também não é solidão vazia, mas é o coração vivendo uma experiência de amor.
Às vezes achamos que o amor é plena felicidade, é a saciedade de todas as angústias e a anulação de todas as perdas, mas ele é antes de tudo experiência da vida, a maior experiência que podemos viver. Ele é aprendizado quando precisamos descobrir o humano mais puro que há em cada um de nós. Ele é consolo quando nossas forças se tornam pequenas, é felicidade quando nosso coração atinge o céu, é sofrimento quando nossa alma precisa tornar-se mais sensível.
Acima de tudo amor é destino, escrito em poesia pelas mãos de Deus que nos quer a cada dia mais próximos. Não sabemos para onde o amor nos leva, ele não é seguro como as coisas que o mundo cria, é uma promessa que exige de nós uma doação total de nosso ser, uma responsabilidade que envolve mais do que um sonho porque atinge o coração, faz dele um templo de sonhos e de vida, vida que se transforma em romance e como tão bem nos contam as poesias, sinais das grandes paixões. É um jardim que floresce, embeleza e que seca, mas que sempre deixa sementes plantadas. Elas criam novos jardins e quando Deus os rega com suas lágrimas de misericórdia e o homem descobre que seu coração não é de ferro, é humano, e que suas lágrimas de tristeza ou de júbilo não são perdidas se forem de amor, aí elas podem formar novamente cristais que ao brilharem na sintonia do sol e das estrelas, abrem de novo a porta do céu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário