terça-feira, 30 de agosto de 2011

QUANDO PENSAMOS EM "UTOPIA", GERALMENTE NOS VEM NA CABEÇA A IDEIA DE ALGO IRREALIZÁVEL OU "LUNÁTICO" E IRREAL. ESTE É REALMENTE O SENTIMENTO DE CORAÇÕES QUE PERDERAM O SENTIDO MAIS PROFUNDO DE SUAS VIDAS,  QUE MERGULHADOS NO VAZIO DO MATERIALISMO TORNARAM SECAS SUAS EXISTÊNCIAS E ABAFANDO SUA CAPACIDADE DE SONHAR, DE MOVIMENTAR SUA HISTÓRIA, DE BUSCAR O NOVO E DE LUTAR PELA "CONQUISTA" DE SUA LIBERDADE, PENSAM QUE SONHAR É UMA TOLICE OU MESMO UMA FRAQUEZA. SEUS OLHOS PERMANECERÃO SEMPRE CEGOS E SEUS OUVIDOS SURDOS PARA AS ESPERANÇAS QUE NASCEM DENTRO DOS AUTÊNTICOS DESERTOS DA VIDA HUMANA.







A UTOPIA DE UMA TERRA PROMETIDA

Entre sonhos e pesadelos que o coração humano pode viver, criar e que lhe trazem a verdade da história perante si mesmo, desvela-se como a sarça no deserto uma vida que desabrocha em sorrisos e simplicidade. Seus gestos são tão diferentes, sua voz é a inoscência de seus sonhos, seu olhar guarda o céu de um novo mundo, uma terra onde o amor é a grande ética, onde a troca da vida, o cuidado do belo é a concreta utopia dos que vivem ao longe. Os olhos a observam, os pensamentos sonham, o coração chora, de alegria pelo oásis que Deus abre no deserto do homem exilado. Neste, as pedras são grandes, a poeira é farta, inibe a visão e o sol parece tornar-se seu enfraquecedor, em uma história que tornou o deserto mais longo que ela própria. No entanto, entre o deserto e o exílio se abre a esperança de uma terra prometida, um novo corpo, uma nova alma, um coração que bate com uma força renovadora e redentora. A história de um exílio, os quarenta anos do grande e doloroso deserto jamais serão apagados ou mesmo esquecidos, serão para o homem o sinal eterno da Graça do amor que age na sua história, uma verdadeira literatura da constante luta humana para viver autenticamente a liberdade, na abertura da verdade que o tempo nos traz no desabrochar dos jardins em cada nova aurora.    




 
  

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